Sobre o projeto

A nova sede da Statoil Óleo e Gás do Brasil ocupa 11.000 m2 no Edifício Manchete, no bairro da Gloria, Rio de Janeiro. O edifício foi projetado por Oscar Niemeyer, é tombado pelo Patrimônio Histórico, tem jardins originais de Roberto Burle Marx e azulejos de Athos Bulcão.

A concepção do projeto teve como premissa básica liberar a fachada principal dos cinco pavimentos tipo de interferências, optando por estações de trabalho em espaço aberto. As salas fechadas ficaram restritas aos intervalos entre os dois “cores”, junto a fachada dos fundos.

Com a intenção de quebrar a grande extensão do pavimento, foram propostas réguas de madeira horizontais nas divisórias centrais, remetendo ao “brise soleil”, elemento recorrente na arquitetura moderna. Dentro do mesmo princípio, as ondas criadas na colocação do carpete como referência a calçada de Copacabana desenhada por Burle Marx. O visor redondo nas portas como as escotilhas das plataformas de exploração de petróleo e o adesivo com motivo sísmico nos vidros de salas selecionadas trazem ingredientes do business da empresa para dentro do escritório.

No pavimento térreo os espelhos originais foram preservados. O mobiliário foi selecionado a partir de referências recebidas da Noruega adaptadas ao design contemporâneo brasileiro. Logotipo e balcão padrão da petroleira norueguesa se destacam na área de recepção com máxima visibilidade.

O maior desafio do projeto foi 13º pavimento. Há um jardim interno tombado e restaurado, projetado por Roberto Burle Marx e dois belíssimos vitrais. No terraço uma imensa parede de azulejos de Athos Bulcão. A proposta foi deixar todas estas importantíssimas referências da arquitetura moderna livres para serem observadas e reverenciadas. O espaço coberto foi ocupado por uma cantina e salas de reunião, liberando a maior parte para ambientes de convivência. O carpete escolhido remete ao desenho das vigas de coroamento do Edifício Manchete. Sofás e poltronas foram selecionados entre ícones do design clássico de mobiliário dos anos 50 e 60. Em homenagem a Oscar Niemeyer, uma poltrona Marquesa, um dos raros móveis projetados pelo arquiteto, ocupa posição de destaque no acesso ao pavimento.